Partindo da ideia de que ninguém é a mesma mãe para todos, o livro acompanha a família Soares e revela, aos poucos, como vínculos desiguais se constroem no cotidiano, acumulando silêncios, frustrações e afetos mal distribuídos ao longo do tempo.
No centro da história está Rita, a filha caçula, cuja busca por acolhimento nunca encontra resposta. Sua ruptura com a mãe não acontece de forma abrupta, mas como um desgaste lento, quase invisível, até o momento em que tudo desmorona. Com delicadeza e profundidade, o romance provoca o leitor a olhar para a própria história familiar e refletir sobre amor, abandono e a possibilidade de reconstrução dos laços.

